Sinais como febre e calafrios devem levar o paciente rapidamente ao hospital Durante o tratamento dos cânceres do sangue, como…
Linfoma primário do sistema nervoso central
A doença rara exige diagnóstico rápido e tratamento especializado
Embora represente uma pequena parcela dos linfomas não-Hodgkin, o linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC) chama atenção por sua agressividade e pelos desafios diagnósticos. Restrito ao cérebro, medula espinhal, meninges e, em alguns casos, aos olhos, a doença é considerada uma das formas mais complexas de linfoma, tanto pela sua apresentação clínica quanto pela dificuldade de acesso às regiões afetadas.
Uma doença rara e silenciosa
O LPSNC corresponde a cerca de 2% a 4% de todos os linfomas não-Hodgkin, mas sua raridade não diminui o impacto sobre a vida dos pacientes. O tumor normalmente se manifesta em adultos acima dos 50 anos e pode surgir mesmo em pessoas sem histórico de imunossupressão, um cenário que vem sendo cada vez mais observado nos últimos anos.
Os sintomas aparecem de forma insidiosa e podem ser confundidos com outras condições neurológicas. É comum que o paciente procure atendimento após semanas lidando com:
- Dores de cabeça persistentes
- Mudanças de comportamento
- Alterações na memória
- Dificuldades motoras ou visuais
- Quando os olhos são afetados, a visão borra, manchas surgem no campo visual e a perda visual pode evoluir rapidamente.
Diagnóstico desafiador
O processo de diagnóstico geralmente envolve diversas etapas. A ressonância magnética é o primeiro passo para identificar lesões suspeitas no encéfalo. Em seguida, a punção lombar é realizada para analisar o líquido cefalorraquidiano, buscando células tumorais ou marcadores específicos. Ainda assim, na maior parte dos casos, a confirmação depende de uma biópsia cerebral, procedimento que permite identificar o tipo exato de linfoma.
Quando há suspeita de envolvimento ocular, exames oftalmológicos detalhados complementam a investigação.
Tratamento evoluiu, e o prognóstico também
O tratamento do LPSNC mudou significativamente nas últimas duas décadas. Hoje, o padrão terapêutico inclui quimioterapia de alta dose, especialmente com metotrexato, associada a outras medicações.
Em pacientes jovens e com boa resposta inicial, o transplante autólogo de células-tronco pode ser indicado como estratégia de consolidação, aumentando as chances de controle da doença a longo prazo.
A urgência da suspeita clínica
Por afetar diretamente o sistema nervoso central, o LPSNC não é apenas um câncer agressivo: ele é um câncer que interfere na cognição, na memória, na visão e na capacidade funcional do paciente. Por isso, o tempo é um fator crucial.
Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de preservar funções neurológicas e melhorar a qualidade de vida. Por outro lado, atrasos no diagnóstico podem levar a sequelas irreversíveis.
O conhecimento sobre o LPSNC ainda é limitado entre a população e até mesmo entre alguns profissionais de saúde, o que reforça a importância de ampliar a divulgação de informações confiáveis sobre esse tipo de linfoma.
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