O que é?

Linfoma não-Hodgkin

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O linfoma não-Hodgkin (LNH) acontece quando os linfócitos, tipo de glóbulos brancos responsáveis por proteger o organismo contra vírus, bactérias, dentre outros perigos, deixam de exercer esta função e passam a crescer de forma descontrolada, tornando-se malignos e contaminando o sistema linfático.

São mais de 80 os tipos de LNH, que podem surgir em diferentes partes do corpo e representam 80% dos casos de linfoma.

A justificativa para tantos tipos diferentes está baseada na quantidade de linfócitos normais em nosso organismo: os linfócitos B, T e NK – do inglês natural killer. No LNH, as células mais afetadas são as do tipo B e T.

Nos últimos 25 anos, os casos de linfoma não-Hodgkin aumentaram, em especial em homens acima dos 60 anos.

 

– LNH indolente e agressivo

O linfoma não-Hodgkin indolente tem um desenvolvimento lento e pode não apresentar sinais ao diagnóstico. Já o LNH agressivo tem um crescimento acelerado e as células doentes podem dobrar de tamanho em semanas. Por este motivo, o diagnóstico deve ser rápido, para que o início do tratamento seja imediato.

 

– Local de origem

Os LNH também podem ser classificados com base no local em que se originam no corpo.

  • Linfomas nodais: são os mais comuns, nos quais a doença surge nos linfonodos (gânglios linfáticos). O baço é um órgão linfático, e os linfomas que surgem nele também são considerados nodais. Os sintomas podem incluir inchaço nos gânglios do pescoço, axilas ou virilha, bem como aumento do baço.
  • Linfomas extranodais: começam fora dos gânglios linfáticos, em órgãos como estômago, pele, tireoide, testículo e mama. Os sintomas variam dependendo do órgão afetado, sendo o trato gastrointestinal o mais afetado.

 

SUBTIPOS

Conheça alguns dos principais subtipos do linfoma não-Hodgkin (LNH). Essa informação é essencial para a escolha do melhor tratamento!

 

  • LNH DE CÉLULAS B

Linfoma difuso de grandes células B (LDGCB): é o subtipo mais frequente, representando 30 a 40% dos LNH de células B. É um linfoma agressivo, com crescimento rápido, mas a boa notícia é que é curável na maioria dos casos.

Linfoma folicular: é o segundo subtipo mais comum dos LNH de células B (correspondendo de 20 a 30% dos casos) e o subtipo mais comum dos linfomas indolentes (de evolução lenta). Afeta principalmente os mais idosos, com mediana de idade ao diagnóstico de 60 anos.

Linfoma de células do manto: esse linfoma é raro, correspondendo a apenas 5 a 10% dos LNH. A mediana de idade ao diagnóstico é de 60 a 70 anos, sendo uma doença mais comum em homens. Há casos com evolução bem lenta, mas a maioria é mais agressiva e com tendência a recair.

Linfoma da zona marginal: corresponde a aproximadamente 5 a 10% dos LNH indolentes de células B. Inclui subtipos que afetam diferentes áreas do corpo, como o baço (linfoma esplênico de zona marginal), áreas extranodais (como o linfoma MALT gástrico) ou os gânglios (linfoma de zona marginal nodal). É uma doença indolente, com crescimento lento, e a mediana de idade ao diagnóstico é de 60 anos ou mais.

Linfoma de Burkitt: é raro, representando 1 a 2% dos LNH em adultos, além de ser muito agressivo. Uma característica importante é que o tumor cresce muito mais rápido que os outros linfomas, sendo necessário iniciar o tratamento com urgência. É mais comum em crianças e adultos jovens, especialmente do sexo masculino.

Macroglobulinemia de Waldenström: muito rara, representa menos de 2% dos LNH. Geralmente acomete pacientes entre 65 e 70 anos de idade. Essa doença é a associação de um tipo de linfoma chamado linfoplasmocítico e a produção excessiva de uma proteína chamada IgM.

 

  • LNH DE CÉLULAS T

Linfoma não-Hodgkin de células T periféricas: é um grupo que inclui diversos subtipos de linfomas, que surgem com mais frequência em pacientes entre 60 e 70 anos.

Linfoma não-Hodgkin cutâneo de células T: afeta a pele, apresentando-se como lesões cutâneas, manchas, placas ou nódulos, que podem ser localizados ou disseminados. Em casos mais avançados, as células podem estar presentes no sangue. A mediana de idade ao diagnóstico varia entre 50 e 60 anos.

 

  • LNH DE CÉLULAS NK

Linfoma extranodal de células NK/T tipo nasal: a mediana de idade ao diagnóstico é de cerca de 50 anos. Geralmente afeta a cavidade nasal e seios paranasais, mas pode envolver outras áreas, como pele e trato gastrointestinal.

Fonte: Livro Vencer o Câncer Hematológico